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Sítio Arqueológico Albino Marzari

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A paisagem natural do Rio Jacuí e seu entorno foram determinantes para a ocupação do território da Quarta Colônia. Em 2024, após severas chuvas no estado do Rio Grande do Sul, ocorreu a redução do nível da água nas várzeas do rio. A força da correnteza removeu a camada superficial do solo e provocou erosão em trechos das encostas, expondo, a céu aberto, uma grande quantidade e variedade de fragmentos de grandes dimensões, além de uma diversidade de vestígios arqueológicos. A presença de terra preta de índio evidencia a ocupação do território pelos povos Guarani por volta do século XVI. 

O Sítio Arqueológico Albino Marzari está localizado na área rural do município de Dona Francisca/RS. Consta no Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão do IPHAN sob nº RS-4306700-BA-ST-00001. O acervo arqueológico resulta de pesquisas desenvolvidas nos anos de 2025 e 1973, totalizando mais de cinco mil peças - cerâmicas, líticos, restos faunísticos e carvão com datações calibradas de 470 - 313 anos A.P. (Antes do Presente) (SOARES, 2025) e 1150+- 70 A.P. e 1450+- 80 A.P. (SCHMIITZ, 2000). 

Os vestígios arqueológicos foram identificados pelo proprietário da área, Dirceu Marzari, que comunicou a Prefeitura Municipal de Dona Francisca. O salvamento de emergência dos achados fortuitos foi realizado em 11 de junho de 2024, conduzido pela equipe técnica do Comitê Científico do Geoparque Quarta Colônia UNESCO. A equipe também elaborou o relatório técnico necessário para o registro junto ao IPHAN. O sítio leva o nome do pai do proprietário da terra, Albino Marzari. Em uma área de 35 mil metros quadrados foram identificadas pelos menos 4 moradias indígenas com fragmentos de utensílios domésticos e pedras de fogão, instrumentos de trabalho e uma lixeira, associados a uma aldeia comunal - Tekoa. 

O conjunto está exibido no Museu de Arqueologia da Quarta Colônia – Dona Francisca, no Prédio Histórico da Escola São Carlos.

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